segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uso de celular pode afetar a saúde?

Efeito de celular na saúde é incógnita


SÃO PAULO - Uma conferência entre especialistas debate esta semana os resultados de mais de 600 estudos feitos no mundo sobre o impacto do uso de celulares na saúde humana.
Chamada de “Expert Conference on Cell Phones and Health”, a reunião tenta identificar o que pode ser considerado verdade ou mentira na discussão sobre os efeitos do celular na saúde humana.
Após mais de seis centenas de estudos feitos por dezenas de países diferentes, médicos, físicos e especialistas em telefonia móvel concordam em um único ponto: é preciso pesquisar mais.
O objeto da controvérsia é a radiação que telefones móveis emitem quando conversamos ao telefone. Alguns estudos indicam que há maior incidência de câncer no cérebro entre pacientes que usam o celular com intensidade por mais de dez anos.
Outros estudos, no entanto, apontam que o nível de radiação emitido por um telefone móvel é muito baixo para afetar a saúde o humana, especialmente para interferir no modo como as células humanas se multiplicam.
Entre as pesquisas em análise no evento estão materiais produzidos por instituições renomadas, como a Organização Mundial de Saúde e o Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos.
Algumas destas análises já levaram países como França e Finlândia a divulgar alertas para os pais de crianças que usam celular. A advertência pede que os pais evitem que os menores façam uso intenso do celular, pois há a suspeita de que na infância a radiação do celular seja duas vezes mais agressiva ao cérebro.
Entre os temores dos especialistas está o fato da ciência não ter clareza sobre os efeitos do celular. Por um lado, é possível que a discussão gere apenas temor injustificado e crie preocupação em torno do uso de dispositivos que, na verdade, seriam totalmente inofensivos.
Por outro lado, existe a chance dos pesquisadores descobrirem uma real agressão à saúde e elevação no risco de câncer cerebral somente daqui dez ou quinze anos, quando uma geração de crianças e jovens já terá sido exposta por tempo demais aos efeitos do celular.
Estudos similares já foram feitos para avaliar o impacto de redes Wi-Fi sobre a saúde humana ou mesmo sobre os riscos de morar perto de uma torre de telefonia móvel. Em ambos os casos não foi possível concluir que estas tecnologias agridem a saúde humana.

Felipe Zmoginski, de INFO Online Segunda-feira, 14 de setembro de 2009 - 12h44

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