Por que a IBM investiu US$ 100 mi em celular
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Mariana Amaro, de INFO Online Quinta-feira, 02 de julho de 2009 - 09h24
SÃO PAULO – Antes conhecida como fabricantes de PCs, a IBM, hoje sinônimo de tecnologia, começa a investir em computação por celular. A pergunta é: por quê?
Quem respondeu essa e outras questões foi Jeffrey Pirce, coordenador do projeto de pesquisas para celulares do laboratório da IBM em Almadén.
De acordo com o pesquisador, não é a primeira vez que a Big Blue investe em computação móvel. “Muitas pesquisas já foram feitas nessa área. A diferença é que, agora, a empresa separou um montante significativo de 100 milhões de dólares para produzir ações de maior impacto”, explicou Pirce.
Um investimento desse porte significa, sem dúvidas, que a fabricante de PC reconhece a importância do telefone celular. “Estamos focados em três pontos. O primeiro deles é como as empresas e os funcionários podem fazer uso da computação por celular. A maior dificuldade, nesse caso, é arrumar um meio de fazer as diferentes interfaces - dos diferentes tipos de aparelhos - conversarem”, explica Pirce.
Outro ponto a ser analisado é o uso da tecnologia em mercados emergentes. “Em muitos deles, como é o caso da Índia, o acesso a um computador é muito menor que o acesso a um aparelho celular. Nesse sentido, o telefone representa o único contato de milhares de pessoas com a internet. Esse é um público que não pode ser desprezado”, conta Pirce. “Desenvolver tecnologia para essas pessoas é um exemplo do compromisso da IBM em ajudar partes da população mundial, que não estão nem pensando em computação, a tirar vantagem de tecnologia da informação." O terceiro foco das pesquisas é tornar a experiência do usuário com a computação móvel mais produtiva e interessante.
Há quem acredite que o celular será o computador do futuro e não haverá necessidade de trabalhar com laptops ou desktops. Pirce não é um deles. “É claro que o uso da computação móvel tende a aumentar muito, e algumas pessoas usarão muito mais o celular do que um computador tradicional. Mas”, argumenta Pirce, “o que tende a crescer ainda mais é a interação do celular com o computador e outros aparelhos”. Uma maior interação entre esses dispositivos tornaria possível, por exemplo, responder uma mensagem recebida no celular sem precisar usar os desconfortáveis e minúsculos teclados do telefone.
Mas ainda não há um plano de fabricar aparelhos celulares. “Por enquanto estamos focados em como as pessoas podem trabalhar com seus aparelhos. O foco, pelo menos agora, é o software”, diz. “A IBM está produzindo a plataforma Lótus que permite que companhias desenvolvam suas próprias aplicações e serviços. Estamos apenas procurando meios de deixar esse dispositivo ainda mais funcional”.
Para Pirce, a importância do telefone celular não pode mais ser questionada. “Ele é mais leve, dá para guardar em um bolso e pode ter tantas funções quanto eu precisar: entrar em redes sociais como Twitter e Facebook, mandar e receber e-mails, escrever relatórios”, disse. "Se eu esqueço meu celular em casa, volto para buscá-lo. Claro que isso depende do quão atrasado e estou e onde preciso chegar.”
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