Celular é a moeda
Luana Pavani
16 de julho de 2008
Já acostumados ao m-banking para fazer suas transações, os clientes do pioneiro Banco do Brasil vão poder pagar suas compras pelo celular
O Banco do Brasil saiu na frente de toda a concorrência. Investiu num aplicativo Java que roda em qualquer telefone celular ou smartphone e que permite ao cliente fazer consultas de saldos e extratos e até pagar contas, além de realizar transferências e contratar empréstimos pessoais. Os serviços de mobile banking e SMS banking do BB têm 400 mil clientes e registram 2 milhões de transações por mês. Trata-se da ponta mais avançada do relacionamento com os clientes da maior instituição financeira não privada da América Latina. O próximo passo do banco móvel, já em testes, é a compra com cartões de crédito ou débito pelo celular.
"O objetivo do mobile banking é aumentar a conveniência para o cliente, que pode usar o banco onde quer que esteja, mesmo longe de um terminal e de um ponto de acesso à internet. Em breve, ele não precisará mais de dinheiro, só de um celular", afirma Glória Guimarães, diretora de tecnologia do Banco do Brasil, instituição que conta com 24,6 milhões de clientes. Considerando-se que o país atingiu a marca de 100 milhões de celulares em uso, o potencial do banco móvel é grande e o BB está de olho nele.
A iniciativa, segundo Glória, ajuda a reduzir as filas nas agências e a utilização dos caixas eletrônicos, ao mesmo tempo em que amplia o acesso aos serviços bancários, tanto por meio de aparelhos celulares simples, com a troca de mensagens do tipo SMS, quanto por dispositivos mais sofisticados, como os smartphones. "A plataforma do banco móvel está solidificada. Daqui para a frente, vai evoluir na forma de novos serviços", afirma Glória.
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